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Breve histórico da Fitoterapia e Aromaterapia

O conhecimento sobre as plantas tem sempre acompanhado a evolução do homem através dos tempos. Desde as civilizações primitivas que as plantas foram sendo observadas quanto ao seu poder de cura através da maior ou menor toxicidade que apresentavam diante dos casos e das doenças da época.

A descoberta de plantas para o tratamento de doenças acontece em todo o mundo e há muito tempo, ou seja, médicos famosos como Hipócrates e Avicenna, já faziam uso de plantas medicinais, na China a fitoterapia e dietoterapia chinesa foi e é seguida até a atualidade.

A disseminação da fitoterapia teve, também auxílio dos povos europeus que aqui chegaram no período da colonização e dos orientais, chineses e japoneses, imigrantes do início do século passado.

A história dos óleos essenciais começa antes deles serem manufaturados, pois, os seres humanos têm pelos óleos aromáticos desde os tempos antigos. Plantas aromáticas mergulhadas em óleo eram usadas em práticas terapêuticas e religiosas em culturas antigas do mundo inteiro. Era bem disseminada a crença de que os aromas estabeleciam uma conexão entre os mundos físico e espiritual.

No Brasil, as plantas eram usadas pelos povos indígenas em rituais de cura, da mesma maneira que os povos africanos faziam sua associação com rituais religiosos. Podemos afirmar que nosso país, o Brasil, temos um verdadeiro império vegetal onde existem cerca de aproximadamente 120.000 espécies de plantas superiores, vários vegetais tiveram importante papel, sendo utilizados pelos indígenas como remédio para seus males ou como veneno em suas guerras e caçadas.

Desta forma, no Brasil e em todo o mundo, a fitoterapia foi a peça essencial do arsenal terapêutico até meados do século XIX. Desde então, ela foi cedendo lugar a produtos biológicos de origem animal e a preparados feitos com moléculas puras de elementos   ativos, isolados de plantas medicinais dotadas de ação farmacológica mais específica.

No entanto, grande parte dos medicamentos que se encontram no mercado origina-se de produtos naturais, em especial as plantas. Esse fato faz nos inspirar na natureza e de se utilizar substâncias de defesa inata das plantas medicinais, ou seja, os fármacos naturais. Não se trata de apenas escolher por métodos naturais ou produtos biológicos e sintéticos e sim, compreender que a farmacoterapia, não cabe substituir por plantas medicinais os medicamentos alopáticos eficientes que dispomos em muitos tratamentos, mas reconhecer que também em um grande número de casos a fitoterapia tem vantagens inegáveis e pode ser uma terapia integrativa e complementar ao tratamento convencional adotado. 

Atualmente a Fitoterapia e Aromaterapia tem adeptos em todo o mundo e seu uso é cada vez mais difundido pela comunidade médica num geral, além de ser muito procurada pelas pessoas com problemas de saúde.

Conceitos e definições

  • Planta medicinal: é a planta selecionada, silvestre ou cultivada, utilizada popularmente como remédio do tratamento de doenças. Segundo a OMS, é toda e qualquer planta contendo substâncias que possam ser usadas para prevenir, aliviar, curar ou modificar um processo fisiológico normal ou patológico e que possa servir como fonte de fitofármacos e de seus percursores para a síntese químico-farmacêutica.
  • Matéria-prima vegetal: é a planta fresca ou a droga vegetal ou preparado fitoterápico intermediário empregado na fabricação de produto fitoterápico.
  • Droga vegetal: é a planta ou suas partes que após sofrer processo de coleta, secagem, estabilização e conservação pode ser utilizada em medicamentos.
  • Preparado fitoterápico intermediário: é o produto vegetal obtido das plantas frescas e de drogas vegetais para preparação de fitoterápicos.
  • Produto fitoterápico: é todo remédio obtido e elaborado exclusivamente de matérias-primas ativas vegetais, com finalidade profilática, curativa ou para diagnósticos.
  • Princípio ativo: é uma substância ou um grupo delas, quimicamente caracterizadas, cuja ação farmacológica é conhecida e responsável, total ou parcialmente pelos efeitos terapêuticos do produto fitoterápico.
  • Fitofármaco: é uma substância química isolada de vegetais, empregada para modificar ou explorar sistemas fisiológicos dos estados patológicos em benefício da pessoa à qual se administra.
  • Tintura: solução extrativa hridoalcoólicas obtidas de vegetais secos por maceração ou por percolação.
  • Alcoolatura: mesmos princípios da tintura, porém utilizando a planta fresca.
  • Extratos: concentrações obtidas de vegetais secos ou por meio de um solvente especial, seguido de evaporação total ou parcial e ajustagem do concentrado a padrões pré-estabelecidos.
  • Decocção: manter um sólido, ou seja, a planta em contato durante certo tempo com um solvente, geralmente a água, sob ebulição, desta forma obtendo-se uma solução extrativa através do cozimento.
  • Infusão: consiste em lançar sobre a planta a água fervente e logo manter o tamponamento.
  • Maceração: consiste em deixar a planta em contato com certo solvente, água ou álcool por um determinado tempo em temperatura ambiente.
  • Destilação: é o processo de separação das substâncias componentes de uma mistura líquida de duas ou mais substâncias quimicamente distintas, o processo de separação é realizado por meio da ebulição seletiva da mistura e da condensação dos vapores. 
  • Prensagem: nesse processo, as plantas são submetidas a pressão mecânica em temperaturas baixas, ou seja, prensagem a frio.
  • Xarope: forma líquida da mistura da planta com água e açúcar.
  • Vinagre ou vinho medicinais: realizado através da dissolução ou maceração em solvente como o vinho ou vinagres de vinho branco ou maça.
  • Elixir: forma líquida como o xarope, porém adicionada glicerina ou sorbitol.
  • Óleos essenciais: são uma mistura de compostos químicos vegetais voláteis e aromáticos, geralmente pouco solúveis em água e obtidos por destilação com vapor de água preferencialmente a partir de plantas frescas.  
  • Óleos carreadores: são óleos mais gordurosos que são obtidos pela prensagem de sementes, e não podem ser obtidos pelo processo de destilação como é o caso dos óleos essenciais.
  • Pó: consiste na droga vegetal seca e posteriormente moída.
  • Pomada: forma farmacêutica de consistência mole e oleosa.
  • Creme: mesmo princípio da pomada, porém com água na sua formulação.
  • Loção: forma farmacêutica líquida que utiliza álcool como veículo.
  • Cataplasma, unguento e ou emplastros: pastas úmidas de compostos de plantas e óleos essenciais.

Aspectos relativos ao paciente em tratamento

  • Anamnese na fitoterapia.
  • Gravidade da patologia ou lesão do paciente.
  • A sensibilidade do paciente a droga e possibilidade de efeitos colaterais.
  • O peso corporal do paciente.
  • Horário de administração.

Validação científica para o isso clínico dos Fitoterápicos

Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário, tendo em conta que 80% da população mundial utiliza essas plantas ou específicas destas no que se refere à atenção primária de saúde.

Efeitos colaterais dos Fitoterápicos

Segundo o pai da toxologia, Paracelso: “Um tóxico pode ser um remédio e um remédio pode ser um tóxico”.

Os efeitos colaterais em fitoterapia são pouco frequentes, mas a toxicidade da planta pode ser determinada através de:

  • Grupos químicos específicos: Beladona– ação sob o SNC.
  • Por lesão de órgãos ou sistemas: toxicidades hepáticas, renal, gastrointestinal, reações em pele e SNC. Arnica montana– alterações de consciência.
  • Pela especificidade tóxica de cada planta em particular – Mamona (Ricinus) – deve ser extraído por prensagem a frio para perder sua toxicidade. Pode ser abortivo e matar uma criança se ingerido poucas sementes.

Interações medicamentosas dos Fitoterápicos

É um erro pensar que, por serem naturais, as plantas medicinais ou remédios naturais não causam riscos à saúde. Além do princípio ativo terapêutico, a planta pode conter substâncias tóxicas e substâncias alergênicas, ter sido contaminada por agrotóxicos e metais pesados e ainda, pode interagir com outras medicações. Além disso, todo princípio ativo terapêutico é benéfico enquanto utilizado em dose adequada, sendo tóxico quando ingerido em excesso. A atenção para as orientações de uso deve ser por recomendação de um profissional de saúde capacitado e habilitado para tal.

Contudo, é de suma importância compreender sobre o sinergismo, antagonismo e incompatibilidade dos componentes.

Sinergismo: quando as drogas agem sinergicamente, ou seja, o efeito benéfico ou tóxico observado somado é maior do que a na utilização isolada de uma das substâncias envolvidas.

Antagonismo: contraposição do efeito de uma droga em relação à outra, sendo que o efeito somatório benéfico ou maléfico é menor do que na utilização de uma das substâncias envolvidas isoladamente.

Incompatibilidade: muitas substâncias quando associadas, podem dar origem a outras, alterando as propriedades organolépticas, bem como as propriedades farmacológicas, inclusive produzindo produtos tóxicos e desconhecidos. As incompatibilidades podem ser físicas, químicas, farmacotécnicas e farmacológicas. 

Indicações clínicas dos Fitoterápicos

Existem muitas outras indicações naturais viáveis tanto das plantas medicinais quanto dos óleos essenciais, abaixo alguns exemplos:

  • Abscesso – Alfavaca
  • Acne – Calêndula
  • Ante estresse – Alecrim
  • Aftoses – Melaleuca, Salvia
  • Aleitamento – Anis Estrelado, Funcho
  • Alergias – Picão, Bardana
  • Alopécia – Copaíba
  • Amigdalites – Malva, Romã
  • Analgesia – Cravo-Da-Índia, Hortelã
  • Anemia – Urucum, Orapronóbiles
  • Anorexia – Bardana
  • Ansiedade – Mulungu, Lavanda
  • Antifúngica – Curcuma, Melaleuca
  • Antiinflamatória – Artemísia
  • Antibiótica – Alho, Mirra, Arruda
  • Antioxidante – Alcachofra, Ginkgo Biloba
  • Artrites – Barbatimão, Mamona
  • Dislipidemias (aumento do colesterol e triglicérides) – Alho, Cebola
  • Dispepsias (ação digestória) – Boldo, Losna
  • Diabetes – Carqueja
  • Depressão – Ginseng, Melissa
  • Fibromialgia – Erva-Baleeira
  • Hipertensão – Embaúba, Linhaça
  • Menopausa – Amora Miura, Artemísia
  • Obesidade – Carqueja, Alcachofra

Por Prof.ª Drª. Cristiane Maria Augusto de Moraes

Cirurgiã-Dentista Mestre em Bioodontologia – CROSP: 89.136

Acupunturista – Medicina Tradicional Chinesa, Terapeuta Integrativa e Psicanalista – CRTH-BR:5375

Whatsapp: (55)(11)9.7456-5316

Instagram: @dracris­_luzholistica

YouTube: Medicina Chinesa & Terapias – Luz Holística

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