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A investigação, liderada pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e o King’s College de Londres, contou com dados anónimos e diferencia-se das demais por incluir dados de pacientes sem ancestrais europeus, um em cada quatro casos analisados refere-se a um cidadão africano, hispânico ou do sudeste asiático.

A amostra, refere o jornal britânico “The Guardian”, permitiu detetar fatores genéticos para desencadear a depressão, que não eram conhecidos. O estudo publicado na revista científica “Cell” encontrou, ao todo, 700 variações do código genético relacionadas com o desenvolvimento da depressão.

As mudanças no ADN afetam o funcionamento dos neurónios em várias zonas do cérebro, nomeadamente em áreas do controlo das emoções.

“Há imensas lacunas no conhecimento que temos da depressão, que limitam as possibilidades de melhorar os doentes afetados por esta doença”, afirmou Andrew McIntosh, um dos investigadores principais do estudo. “Estudos maiores e mais representativos a nível global são vitais para fornecer os dados necessários para desenvolver novas e melhores terapias, e prevenir a doença em pessoas com maior risco de a desenvolver”, explicou.

Medicação pode ajudar na prevenção

O trabalho explica ainda que foram encontrados 308 genes associados ao maior risco de depressão. Os investigadores analisaram 1600 medicamentos cuja toma interferia diretamente na atividade destes genes.  Além de anti-depressivos, o estudo destaca o Pregabalin, utilizado para a dor crónica, e o Modafinil, utilizado para casos de narcolepsia, como fármacos que podem vir a ser considerados eficazes em casos de risco de depressão. No entanto, aponta o jornal, terão de ser feitos estudos específicos para estes fármacos de forma a provar o potencial que podem ter nos casos de depressão. 

Em reação às conclusões do estudo, David Crepaz-Keay, chefe de investigação e aprendizagem aplicada da Fundação de Saúde Mental do Reino Unido, afirmou que o conjunto diversificado de genes do estudo foi “um passo significativo de avanço”, mas afirmou que os fatores de risco genéticos não devem ser utilizados ​​como um parâmetro definitivo. “Embora pesquisas como esta possam ajudar a moldar medidas para aqueles com maior risco genético, a prevenção da depressão deve centrar-se em abordar as questões mais amplas da sociedade que impactam a saúde mental numa extensão muito maior, como experiências de pobreza ou racismo” , defendeu, citado pelo “The Guardian”.

Fonte: https://www.jn.pt/4458228281/identificados-300-novos-fatores-geneticos-na-origem-da-depressao

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